
Seringas infectadas
Como é: Totalmente distraída, a pessoa se senta numa poltrona, de ônibus ou de um cinema. De repente, sente uma picada no bumbum. Quando olha para o assento, vê uma seringa com um bilhete, avisando que aquela agulha estava infectada com o vírus HIV.
De onde tiraram isso: A história pode ser uma versão distorcida de vários fatos reais ocorridos na década de 90, quando ainda havia pouca informação sobre Aids, quase nenhuma alternativa de tratamento para aumentar a sobrevida dos pacientes, e muito pavor em torno da doença. Conta-se que, na Austrália, em 1990, um prisioneiro portador do vírus HIV atacou um guarda com uma seringa infectada. A vítima foi contaminada e morreu sete anos depois. Já em dezembro de 1996, em Louisiana, nos Estados Unidos, um homem sentou numa agulha que estava na cadeira de um cinema. No entanto, não encontrou nenhum bilhete por perto, nem contraiu a doença.
Pra morrer de medo: Em 2002, foi registrado, em Porto Alegre, o caso de um maníaco que tinha Aids e que usava seringas - não infectadas com o vírus - para atacar mulheres no centro da cidade. Na época, o fulano foi preso. Mas, a esta altura, é provável que esteja novamente à solta, já que nenhuma das suas vítimas teve complicações em decorrência dos ataques.
Pra morrer de rir: Se alguém aparecer do seu lado, empunhando uma seringa, que tal correr? Ou gritar por socorro? Também vale levar a sua própria seringa na bolsa, cheia de água, para se defender no caso de um ataque. Aposto que um maníaco desses jamais esperaria uma resposta à altura (algo como um jato molhado bem no meio da cara). Mas e se o vilão nunca vier pro seu lado? Fácil, tente pensar em outras situações em que a sua seringa possa ser útil, só pra não perder a viagem: ela pode ser usada caso aquele ficante resolva aparecer na sua frente, com outra mocreia, ou quando sua ex-melhor amiga decidir colocar aquela foto, que você O-D-I-O-U, no Orkut. É o que podemos chamar de dar uma "gelada" nos malas, literalmente, mesmo.
Moral da história: Tem algo que faça sentido, em tudo isso? Siiim, olhe onde senta, fofa! Muito além das seringas infectadas, as chances de que você possa encontrar outros resíduos indesejáveis nos bancos dos transportes públicos, cinemas e teatros é grande. Na pior das hipóteses, fique em pé. Saúde é o que interessa!
Canetas de origem extraterrestre
Como é: Segundo a lenda, uma das mais famosas marcas de canetas do mundo estaria envolvida num caso de espionagem extraterrestre. Documentos da Nasa indicariam uma investigação em torno desses objetos, que estariam servindo a seres de outros planetas, interessados em conhecer os hábitos dos humanos para, posteriormente, dominarem a Terra.
De onde tiraram isso: as canetas deste tipo foram das primeiras esferográficas a surgir no mercado, no final da década de 40, e tinham a vantagem de secar rapidinho e de serem mais resistentes que as demais. Para melhorar, foram patenteadas e comercializadas a preço de banana. O resultado? As vendas foram um sucesso! Por isso, embora a gente não tenha encontrado uma solução razoável para mais este mistério, nosso instinto de Sherlock Holmes nos leva a crer que a invenção do boato possa ser atribuída a um funcionário de alto escalão da empresa concorrente, indignado com o prejuízo em suas contas. Elementar, minha cara leitora...
Pra morrer de medo: Algumas evidências nos levam a crer na relação existente entre o objeto de uso diário e as experiências extraterrestres: (1) já reparou como essas canetas se multiplicam? É a coisa mais fácil do mundo encontrá-las em qualquer lugar - em casa ou fora dela; (2) seu sumiço temporário também é frequente, certo? Pois segundo os defensores da teoria da conspiração, isso também seria parte da estratégia dos ETs. Eles recolheriam o material para inspeção, colocando novas "sondas disfarçadas", em seu lugar; (3) quantas canetas com tampa você tem no seu quarto, ou no local onde estuda? Aposto que apenas uma ou duas, não é? Pois aí estaria mais uma prova da ação dos vigilantes da Terra! Quando dormimos, os verdinhos invadiriam nossa casa e levariam consigo as tampinhas. Caso contrário, a câmera, instalada na ponta da caneta, ficaria tapada. Viu como faz sentido?
Pra morrer de rir: Com tanta webcam espalhada por aí, páginas e mais páginas de fotos e depoimentos no Orkut, quem precisa de caneta-sonda para futricar a vida alheia? Chega a ser uma ofensa aos nossos irmãos etezinhos, não acha?
Moral da história: Por via das dúvidas, não leve suas canetas ao banheiro, e feche bem o estojo quando estiver no clima com seu ficante ou namorado. Isso provavelmente bastará para manter a sua imagem intacta entre os seres do outro planeta. Ah, tem mais: nunca carregue um troço desses no bolso, tá? Até porque, se a tinta vazar, sua linda calça precisará ficar de molho por umas três gerações, quando voltar a ficar em condições de ser usada.














